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Peço-te perdão, tendo razão ou não.
Perdão, porque ao provocar tua ira Me fiz teu reflexo e te fiz perverso gritei até na poesia... gotejando minha mágoa Em prosa ou em verso.
Perdão, porque mesmo sendo nato o teu agir e pensar, não resisti e reagi... Perdi o tato e te fiz me odiar.
Perdão, porque eu não soube calar, me rendi à maldade. e na mente, te devolvi a dor que tanto me desejaste, ignorando que teu espírito era só fragilidade.
Perdão, porque cedi ao impulso de revidar tuas ofensas... Meu Eu falou mais forte e em choro convulso, mesmo diante da morte, com raiva, não fiz a diferença.

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Perdão, por manter o silêncio e sequer te avisar que penso e oro por ti... O meu próprio perdão não basta, para minha alma aquietar... E assim seguimos a vida, mesmo que em caminhos paralelos cada qual no seu lugar!
Perdão, por tambem te dizer que essa minha retratação traz claro e bem implícito, que o principal objetivo, é a minha incansável busca da cura do corpo e espirito; Da minha própria redenção. E não há outro motivo, nem quero mais convívio, a não ser Paz no coração.
Perdão, peço principalmente a Deus que mesmo para os desviados dos caminhos Seus, acolhe com bondade, vela e aconchega com Seu amor de verdade.
*Meu agradecimento especial à amiga Elen de Moraes, que me presenteou com seu talento de Web Designer ilustrando este trabalho.
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